Com previsão de início das operações nos próximos anos, empreendimento desperta interesse do setor exportador e pode atrair cargas hoje concentradas em Santos.
A expectativa pela entrada em operação do novo porto em Aracruz tem chamado a atenção do setor cafeeiro brasileiro. Para exportadores, o terminal poderá representar uma alternativa logística aos principais portos do país, contribuindo para reduzir custos, minimizar gargalos e aumentar a competitividade das exportações de café.
Atualmente, a maior parte dos embarques brasileiros ocorre pelos portos de Santos (SP) e do Rio de Janeiro (RJ). Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), essas duas estruturas concentram mais de 96% das exportações do grão, cenário que tem gerado reclamações do setor devido à sobrecarga operacional e aos atrasos nos embarques.
Para o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o novo porto de Aracruz surge como uma oportunidade para descentralizar essa logística. A proximidade com importantes regiões produtoras de Minas Gerais e o fato de o Espírito Santo liderar a produção nacional de café conilon fortalecem o potencial do terminal para receber parte dessas cargas.
Além dos benefícios para a exportação, a expectativa é de que o empreendimento estimule novos investimentos em transporte, armazenagem e prestação de serviços, ampliando o desenvolvimento econômico do Espírito Santo e consolidando o Estado como uma referência logística para o agronegócio.













