Estado também recebeu classificação A+ em gestão fiscal pelo terceiro ano seguido, segundo avaliação do Tesouro Nacional
O Espírito Santo manteve, pelo 15º ano consecutivo, a Nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), avaliação realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para medir a situação fiscal de estados e municípios. O resultado coloca o Estado novamente entre os entes com melhor desempenho nas contas públicas.
Além da manutenção da Nota A na Capag, o Espírito Santo recebeu pelo terceiro ano consecutivo a classificação A+ em gestão fiscal, considerada a nota máxima na avaliação do Tesouro Nacional. A classificação reúne o desempenho fiscal e a qualidade das informações contábeis e fiscais apresentadas pelo Estado. A Capag leva em consideração três indicadores principais: endividamento, poupança corrente e liquidez. A análise procura mostrar se o ente público possui condições financeiras para assumir novos compromissos e, principalmente, se representa um risco de crédito para a União.
O que significa a Nota A
Na prática, a classificação indica que o Estado apresenta uma situação fiscal considerada sólida pelos critérios utilizados pelo Tesouro Nacional. Um dos pontos avaliados é o nível de endividamento em relação à receita. Também são analisadas a capacidade de manter as despesas correntes dentro de um nível sustentável e a disponibilidade de recursos para cumprir as obrigações financeiras. A avaliação é importante principalmente porque a Capag é utilizada pelo Tesouro Nacional na análise de estados e municípios que pretendem contratar operações de crédito com garantia da União. Uma boa classificação demonstra maior capacidade de honrar compromissos financeiros.
A+ reúne desempenho fiscal e qualidade dos dados
A classificação A+ foi criada pelo Tesouro Nacional em 2024 para destacar os entes federativos que atingem o nível máximo tanto na capacidade de pagamento quanto na qualidade das informações contábeis e fiscais. Para receber a classificação, é necessário obter Nota A nos três indicadores da Capag e também alcançar Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal.
Nesse ranking, o Tesouro avalia a precisão, a integridade, a consistência e a qualidade dos dados enviados pelos governos ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi). O Espírito Santo já havia alcançado a classificação A+ em 2024 e 2025 e, com o resultado divulgado neste ano, mantém a nota máxima pelo terceiro ano consecutivo.
Resultado é acompanhado de perto pelo mercado
A situação fiscal de um Estado tem impacto que vai além dos números dos balanços públicos. Contas equilibradas aumentam a capacidade de planejamento do governo e ajudam a dar maior segurança para a contratação de operações de crédito destinadas a investimentos. A própria Secretaria de Estado da Fazenda destaca que a solidez fiscal contribui para ampliar a credibilidade do Espírito Santo e pode favorecer a atração de investimentos e a realização de políticas públicas.
O resultado também reforça uma sequência que já dura mais de uma década: o Espírito Santo mantém a Nota A na Capag desde 2012, quando o Tesouro Nacional passou a reconhecer o Estado com a classificação máxima. Com a nova avaliação, o Espírito Santo segue entre os estados brasileiros que apresentam os melhores indicadores de equilíbrio fiscal, mantendo a classificação máxima tanto na capacidade de pagamento quanto na qualidade das informações fiscais.













