Gastos das Câmaras Municipais crescem no Espírito Santo; Sooretama está entre os municípios que reduziram despesas

As despesas das Câmaras Municipais do Espírito Santo alcançaram um recorde histórico em 2025. De acordo com o anuário Finanças dos Municípios Capixabas 2026, elaborado pela Aequs Consultoria, o custo para manutenção dos Legislativos dos 78 municípios chegou a R$ 616,7 milhões, um crescimento de 9,8% em relação ao ano anterior, já considerando os valores corrigidos pela inflação.

Entre 2022 e 2025, o aumento acumulado das despesas foi de 34%, índice superior ao crescimento das receitas correntes dos municípios capixabas no mesmo período, que ficou em 22,3%.

No cenário estadual, a maior parte das Câmaras registrou aumento nos gastos. No entanto, alguns municípios seguiram na direção oposta. Sooretama aparece entre os cinco municípios capixabas que reduziram as despesas do Poder Legislativo em 2025, com queda de 9,4% em comparação ao ano anterior.

Também registraram redução Vila Velha (-10%), Muniz Freire (-7,5%), Rio Novo do Sul (-5,4%) e Vila Pavão (-4,8%).

Segundo o anuário, os repasses destinados às Câmaras Municipais são definidos pela Constituição Federal e calculados com base na arrecadação e na população de cada município. Para cidades com até 100 mil habitantes, o limite máximo corresponde a 7% de determinadas receitas municipais. À medida que a população aumenta, esse percentual é reduzido progressivamente.

Especialistas destacam que o início de uma nova legislatura pode influenciar as despesas, em razão de reajustes, reestruturações administrativas e outras alterações aprovadas ao final do mandato anterior. Ainda assim, o percentual destinado às Câmaras segue os limites constitucionais estabelecidos para cada município.

Os dados integram o anuário Finanças dos Municípios Capixabas 2026, elaborado pela Aequs Consultoria, que analisa a evolução das finanças públicas dos municípios do Espírito Santo.

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