A definição do vice-governador na chapa de Lorenzo Pazolini voltou a ser uma das principais incógnitas das eleições de 2026 no Espírito Santo. O cenário que parecia caminhar para uma composição entre Republicanos e PSD mudou nos últimos dias. Lívia Vasconcelos, que chegou a ser cotada para ocupar a vaga, não será a candidata a vice pelo partido. O PSD decidiu lançar Sérgio Meneguelli ao Senado e declarou neutralidade na disputa pelo Governo do Estado.
Com isso, a vaga que chegou a ser tratada como parte de uma possível composição com o PSD voltou a ficar aberta. Pazolini foi oficialmente lançado pelo Republicanos para disputar o Governo do Espírito Santo, enquanto Evair de Melo ficou com uma das vagas ao Senado pelo grupo. A outra vaga será ocupada por Maguinha Malta, candidata lançada pelo PL, que confirmou apoio à candidatura de Pazolini.
PL já havia pedido a vice
A possibilidade de o PL participar da escolha do vice não é uma hipótese sem precedente. Durante as negociações que antecederam a formação da aliança, o partido chegou a apresentar como reivindicação a indicação do vice-governador, além de duas vagas ao Senado. Naquele momento, entretanto, a composição ainda estava em aberto e o PL não havia definido oficialmente seu apoio a Pazolini.
Agora, o cenário é diferente. O PL já está oficialmente ao lado de Pazolini e garantiu uma das vagas ao Senado para Maguinha Malta. Com as duas cadeiras do Senado preenchidas dentro do grupo, a vice passa a ser um dos principais espaços ainda disponíveis na composição majoritária. Isso não significa, porém, que o PL terá necessariamente o direito de indicar o nome.
Outros partidos também estão de olho
A vaga desperta interesse de outras legendas que orbitam a candidatura de Pazolini. O Novo, por exemplo, avalia a possibilidade de retirar Leonardo Monjardim da disputa pelo Senado para que ele seja o vice de Pazolini. O Democrata também apresentou nomes para a composição, enquanto o próprio Republicanos possui alternativas internas. A disputa, portanto, ainda está aberta.
E o PL?
É justamente nesse ponto que surge uma das principais perguntas dos bastidores. O partido de Magno Malta já demonstrou anteriormente que considera a vice um espaço importante na composição com Pazolini. Agora, com o apoio oficialmente firmado e a candidatura de Maguinha ao Senado definida, resta saber se o PL voltará a reivindicar participação direta na escolha do vice ou se aceitará um nome indicado por outra legenda.
Até o momento, não há confirmação oficial de que o PL tenha definido um nome para ocupar a vaga. A escolha também poderá passar por uma avaliação estratégica de Pazolini e de seus principais aliados. Mais do que simplesmente preencher uma cadeira, o vice poderá representar equilíbrio político e ampliar a força da chapa em diferentes regiões do Espírito Santo.
A vaga que virou a principal incógnita
Se antes a discussão estava concentrada em uma possível composição com o PSD e o nome de Lívia Vasconcelos, a saída do partido mudou novamente o tabuleiro. Agora, Republicanos, PL, Novo e Democrata aparecem no entorno das discussões, enquanto Pazolini mantém a definição em aberto.
E a pergunta que começa a ganhar força nos bastidores é simples: quem terá força política para ocupar a vaga de vice de Lorenzo Pazolini? A resposta poderá revelar não apenas o nome escolhido para a chapa, mas também qual partido terá maior peso na composição eleitoral que pretende levar Pazolini ao Palácio Anchieta.













