A reunião de líderes do Senado Federal marcada para esta terça-feira (9) deve definir os primeiros encaminhamentos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada máxima de trabalho no Brasil.
O texto, aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados, chegou ao Senado há cerca de duas semanas e aguarda despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. A expectativa é que o tema esteja entre os principais assuntos debatidos pelos líderes partidários durante o encontro.
A proposta estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso por semana. Considerada uma das pautas trabalhistas de maior repercussão dos últimos anos, a matéria tem mobilizado parlamentares, representantes do setor produtivo e trabalhadores em todo o país.
Nos bastidores, a tendência é que a PEC seja encaminhada para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa considerada fundamental antes de uma eventual votação em plenário. Caberá à comissão avaliar a constitucionalidade da proposta e discutir possíveis alterações no texto aprovado pelos deputados.
Apesar da pressão de setores favoráveis à medida por uma tramitação mais rápida, a sinalização da presidência do Senado é de que a proposta será analisada com cautela. Parlamentares defendem que a discussão inclua estudos sobre os impactos da mudança para empresas, trabalhadores e para a economia brasileira.
A reunião desta terça-feira não deverá resultar em uma decisão definitiva sobre a PEC, mas é vista como um momento importante para a definição do cronograma de tramitação da proposta no Senado. A partir das deliberações dos líderes, será possível ter uma visão mais clara sobre os próximos passos da matéria e o ritmo de sua análise pelos senadores.
O debate em torno do fim da escala 6×1 tem gerado opiniões divergentes no Congresso Nacional. Enquanto defensores argumentam que a medida pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, críticos apontam possíveis reflexos nos custos das empresas e na geração de empregos.
Com a reunião de líderes marcada para esta terça-feira, o Senado inicia oficialmente a discussão de uma proposta que pode representar uma das maiores mudanças nas regras da jornada de trabalho brasileira nas últimas décadas.













