Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões de gases em até 67% até 2035

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O governo federal lançou nesta segunda-feira (16) o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, conhecido como Plano Clima, considerado o principal instrumento estratégico do país para enfrentar os impactos das mudanças climáticas nos próximos anos. O documento estabelece metas e diretrizes para orientar políticas públicas ambientais e econômicas até 2035.

A principal meta prevista é reduzir entre 59% e 67% as emissões de gases de efeito estufa até 2035, tomando como referência os níveis registrados em 2005. O objetivo faz parte do compromisso assumido pelo Brasil em acordos internacionais de combate ao aquecimento global e é visto como um passo importante para alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Planejamento para enfrentar a crise climática

O Plano Clima foi desenvolvido ao longo de cerca de três anos com a participação de 25 ministérios, sob coordenação da Casa Civil e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A iniciativa busca integrar políticas públicas voltadas tanto para a redução das emissões quanto para a adaptação do país aos efeitos do aquecimento global.

O documento estabelece estratégias que abrangem diversos setores da economia, como energia, transportes, indústria, agricultura e uso do solo, áreas responsáveis por grande parte das emissões no país.

Dois eixos principais de ação

O plano está estruturado em dois grandes eixos:

  • Mitigação: ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em diferentes setores da economia.
  • Adaptação: medidas para preparar cidades, infraestrutura e comunidades para lidar com eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor.

Segundo o governo, a proposta também busca fortalecer a capacidade de resposta do país diante de eventos climáticos cada vez mais intensos e frequentes.

Transição para economia de baixo carbono

Além das metas ambientais, o Plano Clima também pretende orientar a transição do Brasil para uma economia de baixo carbono, incentivando políticas de preservação florestal, recuperação de áreas degradadas e investimentos em tecnologias mais sustentáveis.

O governo avalia que a combinação dessas ações pode transformar setores como o florestal em importantes aliados na captura de carbono, contribuindo para reduzir as emissões nacionais e ampliar a proteção ambiental.

Com o lançamento do plano, o país passa a ter um novo guia de políticas públicas voltadas à crise climática, com metas que deverão orientar decisões governamentais e investimentos até 2035.

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