Desemprego sobe no Espírito Santo no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE

A taxa de desemprego no Espírito Santo registrou alta no primeiro trimestre de 2026, acompanhando o movimento observado em diversas regiões do país. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a desocupação no estado avançou 0,8 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2025.

O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que também mostrou crescimento da taxa nacional de desemprego, que passou de 5,1% para 6,1% no mesmo período. Apesar da elevação, o índice brasileiro representa o menor patamar para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012.

Segundo o IBGE, o aumento da desocupação no início do ano é considerado um movimento sazonal, reflexo principalmente do encerramento de contratos temporários firmados no período de festas de fim de ano, além da redução de vínculos nas áreas de educação e saúde pública municipal, que tradicionalmente passam por reorganizações no começo de cada exercício.

Além do Espírito Santo, outros 14 estados apresentaram aumento estatisticamente significativo na taxa de desemprego, entre eles São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Goiás. Em 12 unidades da federação, o indicador permaneceu estável.

De acordo com o analista da pesquisa William Kratochwill, o comportamento do mercado de trabalho neste início de ano segue um padrão histórico, mas os números também demonstram certa capacidade de absorção da mão de obra desligada após o período temporário.

No cenário capixaba, a elevação da taxa acende atenção para setores como comércio e serviços, que costumam concentrar grande parte das contratações temporárias no último trimestre. Ainda assim, especialistas apontam que o mercado de trabalho brasileiro continua sustentado pelo crescimento econômico registrado nos últimos anos, pela expansão de vagas ligadas à tecnologia e pelas mudanças demográficas que reduzem a pressão sobre a população economicamente ativa.

Os dados da Pnad Contínua consideram pessoas com 14 anos ou mais. Para ser classificada como desempregada, a pessoa precisa estar sem ocupação e em busca ativa por uma oportunidade de trabalho.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *